VIDA MODERNA x FELICIDADE


Estamos vivendo atualmente a moderna era do stress, onde observamos que, cada vez mais, estamos abarrotados de obrigações, responsabilidades, agendas lotadas com necessidades de termos mais de uma Especialização em nossa profissão, como os MBAs, Mestrados, Doutorados, Pós-Doutorados; numa corrida obsessiva contra o tempo e pela garantia de permanecer no emprego e/ou de arrumar um.
A competição no mercado de trabalho está cada vez mais acirrada.

Hoje o profissional precisa se superar a cada dia, batendo seu próprio recorde com um aumento substancial de empregos sem carteira assinada.
Os autônomos e os free-lancers, possivelmente só conseguirão algum trabalho no ramo da terceirização de serviços e aí a seleção natural é evidente e bem objetiva:
só os melhores e os "mais feras"conseguirão a melhor vaga e o melhor salário no mercado de trabalho atual.


As mulheres, hoje tão liberais, modernas e "super-poderosas" (embora muitas delas estejam ficando hiper esgotadas), estão tendo que se desdobrar, caso queiram manter o status e queiram ter a sua própria casa, carro e marido.
Sendo que muitas preferem a produção independente: filho, empregada, cachorrinho, dinheiro para uma viagem ou para cuidar do corpo e da pele.
Nestes casos, precisam começar o dia bem cedo, 5 ou 6h da manhã, para irem à academia, depois deixarem o filhote na escola e saírem correndo para o trabalho.
No almoço, o fast-food é a primeira opção: salada verde com franguinho grelhado para as mulheres-diets ou "mulheres-zero".
Sim, tudo às pressas, para poderem chegar ao trabalho na hora certa.
Algumas, ainda farão suas 'pós' depois do trabalho, outras irão para casa terminar os serviços não acabados e ver se os filhos fizeram o dever.

Também não é nenhuma novidade que as relações afetivas homem-mulher estejam cada dia mais desgastadas.
Tanto eles quanto elas vivem reclamando, estão quase sempre descontentes, decepcionados, com sentimento de vazio, de solidão, de impotência, etc.

Observamos também que, talvez até por falta de tempo ou pelos tantos problemas compartilhados em casa pelos casais, que muitos têm se queixado cada vez mais da falta de interesse e de libido na relação.
Dizem-se sobrecarregados, sentindo falta de carinho, atenção e reconhecimento.
O que, naturalmente, provoca distanciamento do casal.
O fato é que, seja em nome dessa frustração ou por qualquer outro motivo, muitos querem se distrair fora de casa, não raro, saindo depois do trabalho para bate-papos com amigos em barzinhos.
Tudo regado à petiscos e muito chopp, enquanto outros confessam que precisam de relacionamentos extra-conjugais, para se confortarem um pouco.

Fator também de suma importância para a gênese do stress é o empobrecimento visível da nossa classe média que, apesar de trabalhar mais, não consegue ascender socialmente.

Solução? Sim, tem.
Não há problemas sem solução!

Precisamos afinar a nossa confiança e auto-estima acreditando no potencial criativo diante do novo e das dificuldades, e assim, desengavetarmos o bom humor e as nossas ferramentas internas para realizarmos mudanças, enfrentando as adversidades diárias, respeitando os próprios limites.


2 comentários:

Anônimo disse...

A eterna busca da felicidade pelo homem
Geraldo Felício da Trindade – trindadefilosofia@yahoo.com.br
Quando se olha para o mundo atual, vê-se a tristeza e o desânimo estampados nos rostos das pessoas. Vê-se homens e mulheres que batalham arduamente para alcançar metas materiais e esquecem-se da meta essencial da vida: a felicidade. Lutam para conseguir sua satisfação financeira, gastam suas forças, suas energias e quando conseguem seu objetivo já não dispõem de vitalidade para saborear suas conquistas.
Alvoroçados, correm para ter o melhor carro, a melhor casa, o melhor celular... Deixam de conjugar verbos, como cooperar e solidarizar, para, ao contrário, conjugarem os verbos competir e individualizar. Frente à essa realidade, ninguém deve impressionar-se com o exorbitante número de famílias desagregadas, com o excesso do consumo de drogas e com a prostituição.
As pessoas desperdiçam suas vidas correndo desesperadamente atrás de miragens. Metaforicamente, em pleno deserto buscam a felicidade nos falsos oásis. Embora saibam que o seu poder econômico, político ou seu status são passageiros, a maioria se ilude construindo castelos de areia, na ânsia de acumular. Esquecem-se de que o vento pode varrer todo o deserto e destruir seu frágil castelo.
Contraditória capacidade do homem: pensar! Sabem que pouco valor tem a quantidade, mas insistem. Correm atrás do maior número de conquistas, como viagens e festas, mas perdem a oportunidade de escutar o que fala seus corações. Buscam no outro a segurança para si e, no exterior, o amor, a tranqüilidade e a paz. Parece-lhes o mais fácil, o mais cômodo, porém, esquecem-se de que só encontrarão tudo isso dentro de si mesmos.
Pode-se dizer que já ultrapassamos a era da modernidade e estamos ingressando no que se pode chamar de "era da comparação". Compara-se o dinheiro, o status, o reconhecimento, a fama, a beleza... As pessoas aderem cada vez mais aos valores que a sociedade impõe, sem ao menos saber se tais valores podem realizá-las.
A felicidade, nos dias atuais, é colocada como meta e enquanto procura-se alcançá-la perdem-se os verdadeiros momentos felizes. Na verdade, a felicidade não é nada mais que um filme que reúne os diversos momentos da vida. Essa é a dinamicidade da existência humana: tanto alegria, quanto dor.

Dor de cabeça disse...

gostei do post, para ler mais sobre enxaqueca entre em http://cefaleias.com.br/2009/especialista-enxaqueca